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07/12/2012

E o Aconteceu na Casa Espirita não passou, continua acontecendo.

                    À aproximadamente oito anos li pela primeira vez o livro ``Aconteceu na Casa Espirita´´, história aparentemente sui generis, mas que para os bons observadores tudo o que ali esta descrito consta nas obras básicas do Espiritismo, influência do pensamento através das vicissitudes: (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos ) item 459. `` Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Resp. ``Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”. Porem não bastando o Livro dos Espíritos temos vasta e curiosa exemplificação nas obras de André Luiz, desnecessário apresentá-las uma a uma.
                    Lembro-me que naquela época fiquei admirado, boquiaberto com os fatos expostos, pois neófito doutrinário sequer passava-me pela cabeça que em uma casa onde o foco é o auxilio seja ele a si mesmo ou ao próximo em todas instâncias e o trabalho em conjunto, pudesse passar por tais constrangimentos MORAIS, pois entendia de inicio que todos nossos maus hábitos deveriam ser abafados em beneficio do trabalho executado pelo bem `` assim fora-me passado ´´ nos cursos de Educação Mediúnica existentes nas casas, ao qual reconheço hoje que são cursos mais doutrinários ( literalmente) do que educativos da mediunidade, sem tirar o mérito dos aproximadamente 20% de estudo educativo da mediunidade que ocorrem de verdade. ( ISSO É A MINHA OPINIÃO E NÃO REFLETE A DOUTRINA ESPIRITA ).
                    O grande problema é que ainda na atualidade boa porcentagem dos dirigentes ( e quando me refiro a dirigentes não aponto apenas os atuais administradores, mas toda uma gleba de antigos e futuros dirigentes ) de casas espiritas continuam ensinar inconscientemente um velho jargão `` Façam o que eu digo e não o que eu faço´´, sem fazer distinção do mea culpa, esse hábito se estende nos mais variados departamentos devido a personalidade inata do espirito. Se o trabalhador espirita se conscientiza-se de fato que todos são importantes na casa e que todo trabalho é voluntário e, ninguém deve subordinação por hierarquia, mas que essa suposta subordinação esta vinculada a moral e que ao mesmo tempo estamos longe de possuí-la na totalidade, passaria a olhar de verdade para dentro de si mesmo num exercício de auto analise, percebendo que é tão falho quanto as supostas falhas alheias.
                   Eis ai uma analise simples partindo do principio de trabalho básico onde o mais importante é que a maquina `` centro espirita ´´, funcione tranquilamente, mas apenas pela base já percebemos a dificuldade de relacionamento que esta vinculada a preguiça intima de abrir mão do interesse pessoal, háaaaa essa questão eu adoro mesmo (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos ) item 895. ``Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?´´
                    “O interesse pessoal. Frequentemente, as qualidades morais são como, num objeto de cobre, a douradura que não resiste à pedra de toque. Pode um homem possuir qualidades reais, que levem o mundo a considerá-lo homem de bem. Mas, essas qualidades, conquanto assinalem um progresso, nem sempre suportam certas provas e às vezes basta que se fira a corda do interesse pessoal para que o fundo fique a descoberto. ( interessante que leiam toda a resposta ).
                   Nestes nove anos vinculado as casas espiritas da região o que mais tenho visto além de vivenciado é o personalismo, observei, tomei dores alheias e dei o troco que julguei necessário, fui constrangido e após tudo isso reatei vínculos como também apaguei pessoas de minha convivência. Não adianta vestir uma bela mascara como Evangelizador, Instrutor, Coordenador, dirigentes diversos quando não conseguimos ser o ESPIRITO EM CRESCIMENTO que deveríamos ser, aceitando as próprias fraquezas, sendo as mesmas pessoas em qualquer lugar e em qualquer situação, deixando de lado a pompa do suposto cargo seja qual for e se posicionar como um eterno aprendiz sempre observando as pequenas coisas que nos são lembradas a todo tempo, sim lembradas por que já as conhecemos. Fala-se muito em cursos e grupos de estruturação dentro das casas para que possam aprender a lidar com conflitos, mas nunca deixando de lado que os conflitos são íntimos e a administração é básica, abrir mão do EGO já seria um grande passo, mas quem quer de fato fazer isso? Afinal pregar a alteridade, a indulgencia, a disciplina mental e comportamental não é para os outros `` Lembram ainda dos cursos?: Quando falamos ou supostamente ensinamos, nossos ouvidos são os mais próximos e deveríamos ouvir mais aquilo que proselitamos, sendo mais gentis ( mas gentis o tempo todo e não só na frente do outro, a falsidade ainda é recorrente nos lábios sorridentes e maledicentes e é claro sempre pelas costas e tudo em nome da defesa doutrinária). Muitos alegam que há o desinteresse das pessoas pela administração das casas, mas reflitam quem é que quer ficar ao lado de alguém que demonstra claramente a demarcação territorial?
                    Enfim Acontece na Casa Espirita o tempo todo e o pior com as mesmas pessoas que aplaudiram o referido livro e o indicaram e ainda indicam como se estivessem acima das histórias ali narradas, gostamos muitas vezes de exemplificar o destino dos políticos corruptos, mas esquecemos que muitos deles nem de longe conhecem o Espiritismo, o que os desculpa de certo modo. E nós do meio Espirita que desculpa podemos dar ?
                    

2 comentários:

Anônimo disse...

Put,s é bem verdade todo o seu texto nesta postagem, lendo algo deste tipo só nos ajuda a refletir e até ter o privilégio de perceber quanto as vezes nós somos hipócritas, quando nos depararmos com situações como estas, vamos lembrar que somos espíritos vivenciando experiências humanas e não seres humanos vivenciando experiências espirituais, tal que estes montes de defeitos ainda faz parte de nós, estamos a caminho..., procuro na minha existência não se abalar com nada e muito menos ficar se culpando., muito bom os textos, fui.

José Freire

Anselmo B. heib disse...

Grato José Freire, aceito sugestões também.